Fala, pessoal!
Outro dia, fui na despedida do meu primo-irmão, Guto (Luiz Augusto) pois ele estava indo embora pros estates, para casar. Putz, montanha-russa de sentimentos e sensações e pensamentos. Enquanto ia para o almoço na casa da minha tia (que ocorre ser minha madrinha de batismo católico – não que hoje eu ligue para isso, para mim o que fica e vale é o enorme respeito e carinho que eu tenho por meu tio e tia), fui como quem ia ao cadafalso, para a última e longa milha, como dizem os habitantes do corredor da morte.
Chegando lá, foi ótimo! Rimos como quem ri a última risada… nos abraçamos, nos beijamos (tenho este tipo de intimidade com meus primos, afinal somos irmãos, todos! É muito legal isso na minha família!)… e fui ficando. Foi no dia da eliminação do Brasil na Copa América (ou coisa que o valha – minha ignorância em futebol é um dos meus maiores triunfos… ah! o Brasil perdeu o jogo) e fui ficando, ficando. Não queria ir embora. Logo após o jogo, decidi ir.
Dei-lhe um abraço apertado, e um beijo de despedida.
Ele nos acompanhou (eu e à Gabi) até o carro, falamos mais umas coisas e tal, fizemos recomendações mútuas e vi que ele também estava abalado.
Ao sentar finalmente, a Gabi perguntou-me estava bem, ela percebera que estava abalado. Disse que sim, mas foi andar uns poucos metros e desabei a chorar, aquele choro contido, abafado, doído, sofrido…
Um choro que não tive nem quando meu irmão, Luciano, saiu de casa e foi morar no Sul para ficar perto de seus petits… Meu irmão eu sei que, vira e mexe, eu o vejo. Com o Guto foi diferente – parecia que era o último adeus, apesar de suas promessas de que voltará ao Brasil ainda no final deste ano.
Bom, é isto.
Precisava compartilhar, botar pra fora.